Não empolgou

NYT destaca sátiras e diz que atuação de Temer como “poeta” atraiu bocejos dos brasileiros

Paródias sobre a sua obra estão florescendo, um sinal de que a sátira brasileira está mantendo o ritmo com a agitação política do país, diz o jornal americano

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SÃO PAULO – Além da cobertura sobre a atuação do presidente interino Michel Temer, o jornal americano The New York Times também destacou um outro lado do político brasileiro – e que vem ganhando destaque desde que ele assumiu a presidência. 

Nesta segunda-feira, o periódico americano fez uma matéria um tanto irônica e crítica sobre o “Temer Poeta”. “Em 2013, seu primeiro livro de poesias, ‘Anônima Intimidade’, foi publicado, atraindo bocejos dos brasileiros”, diz.

O NYT traduz algumas poemas do livro do presidente interino, destacando que o peemedebista é comparado de forma irônica no Brasil com mordomo de filmes de terror. Além disso, o jornal ressalta o gosto dele por enviar cartas na era digital. 

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O jornal ressalta que, agora com Temer no centro das atenções, sua poesia está atraindo uma atenção renovada uma vez que os brasileiros tentam decifrar o homem no comando do Brasil depois do afastamento da presidente Dilma Rousseff, em maio.

Com isso, paródias sobre a sua obra estão florescendo, um sinal de que a sátira brasileira está mantendo o ritmo com a agitação política do país.

“Os poemas de Temer são como uma piada”, diz o autor de uma dessas paródia, o criador do Twitter ‘Temer Poeta’, Daniel Ramos. A publicação cita ainda o site “Sensacionalista”, que sugeriu que o verdadeiro autor das poesias seria do filho do presidente interino, também chamado Michel, de apenas 7 anos. Há também quem o defenda na matéria, caso do consultor e amigo do peemedebista Gaudêncio Torquato, que disse ao jornal que a poesia de Temer é “autêntica e concisa”.

Porém, afirma o jornal, as questões sobre Temer não seguem só no campo da poesia. “É claro que Temer encara uma série de problemas que têm pouco a ver com sua poesia. Seu governo já enfrentou um escândalo após o outro, levando à renúncia de parte do seu gabinete, incluindo o ministro do Planejamento, o ministro anticorrupção e o do Turismo. A credibilidade do próprio Temer continua sendo questionada”, afirma a publicação.