Nunes rescinde contrato com empresa após funcionário criticar Charlie Kirk

A organização social responsável por administrar o Complexo Theatro Municipal teve seu contrato com a prefeitura de São Paulo cancelado

Amanda Garcia

Ricardo Nunes (MDB), prefeito reeleito de São Paulo (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Ricardo Nunes (MDB), prefeito reeleito de São Paulo (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Publicidade

A organização social responsável por administrar o Complexo Theatro Municipal teve seu contrato com a prefeitura de São Paulo rescindido. Isso porque o prefeito da cidade, Ricardo Nunes, decidiu romper o vínculo após a empresa recusar demitir um funcionário que fez críticas ao influenciador Charlie Kirk, que foi morto nos Estados Unidos e era famoso por apoiar Donald Trump. A informação é do UOL.

Segundo o site, a rescisão aconteceu após um funcionário da empresa Sustenidos ter feito um post no Instagram em que chamava Kirk de “nazista”. A publicação de Pedro Guida, que é gestor de elenco da companhia, viralizou.

Procurada, a Sustenidos preferiu não se manifestar. A reportagem não conseguiu contato com Guida.

Continua depois da publicidade

Pelo menos 28 vereadores assinaram uma carta, enviada à Prefeitura de São Paulo, pedindo o cancelamento da parceria. Nunes afirmou ter tentado manter diálogo com a Sustenidos, mas a “gota d’água” veio com a resistência da organização em demitir o gestor de elencos.

“A Organização Social (OS) não quis mandar embora, portanto ela pactua com isso. E se ela pactua com violência, ela não serve para poder prestar serviços para a Prefeitura de São Paulo”, disse Nunes, em nota enviada à imprensa.

Este não teria sido o único fator que gerou a quebra do vínculo. Segundo a prefeitura, desde 2023 o Tribunal de Contas do Município pressionava pela mudança na administração do Complexo Theatro Municipal por supostas irregularidades no edital de Chamamento Público vencido pela empresa em 2020.

Na última sexta-feira, 19, em meio à onda de pressão pela rescisão do contrato, a Prefeitura de São Paulo recebeu um novo ofício do Tribunal de Contas do Município, com um prazo de 48 horas para responder sobre a abertura de uma nova licitação.

“Então, essa organização social já vinha com vários problemas junto ao Tribunal de Contas”, disse Nunes. “E isso aí foi a gota d’água que transbordou o copo. Não vamos admitir, em hipótese alguma, que uma organização social contratada pela Prefeitura tenha dentro do seu quadro, pessoas que incentivem a violência.”

*Com Estadão Conteúdo