Para garantir contratos

Novo delator na Lava Jato relata como foi o pagamento de propina a José Dirceu

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, Milton Pascowitch relatou a investigadores do caso em que intermediou o pagamento de propina ao PT e a Dirceu para garantir contratos da empreiteira Engevix para a Petrobras.

SÃO PAULO – O mais novo delator da Operação Lava Jato, Milton Pascowitch, que atuava como operador de propinas da construtora Engevix Engenharia, fechou acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Ele resolveu contar o que sabe sobre o esquema de desvios na Petrobras (PETR3;PETR4) e se dispôs a confessar corrupção e lavagem de dinheiro. 

 

Pascowitch é dono da Jamp Engenheiros e pagou R$ 400 mil do imóvel comprado pelo ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, onde funcionava a JD Assessoria e Consultoria Ltda, empresa de consultoria do político.

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E, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, Pascowitch relatou a investigadores do caso em que intermediou o pagamento de propina ao PT e a Dirceu para garantir contratos da empreiteira Engevix para a Petrobras.

Dirceu teria se tornado “padrinho” dos interesses da empreiteira na estatal e, em contrapartida, passou a receber pagamentos e favores. Os pedidos de dinheiro de Dirceu eram insistentes, afirmou o delator, e os repasses eram feitos de formas diversas.

A Jamp assinou contrato com a JD em 2011, para pagar serviços que o ex-ministro teria prestado de consultoria internacional para a a Engevix, sendo que R$ 2,6 milhões foram pagos entre 2008 e 2012. Desses, R$ 1,4 milhão foram pela Jamp.

Em nota ao jornal, José Dirceu disse que sua defesa não teve acesso aos termos e ao conteúdo da delação premiada e que não teria como emitir opiniões a respeito.