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No último “pregão útil” da semana, EUA divulgarão 8 indicadores; confira

Veja o que de mais essencial você precisa saber antes de começar a operar nesta quarta-feira

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SÃO PAULO – A quarta-feira (23) começa com um tom mais ameno por parte dos investidores globais. Enquanto as ações europeias ensaiam alta no embalo dos números do PMI e os investidores aguardam pela a ata do Fomc no radar internacional, no plano doméstico o destaque fica com a prévia do IPCA e a repercussão do acordo entre o governo e estados. Nos EUA, 8 indicadores econômicos serão divulgados antes do feriado de Ação de Graças.

Nesta quarta-feira, o Ibovespa Futuro marca leve queda neste começo de pregão. Na última sessão, o Ibovespa alcançou sua 3ª alta consecutiva ao subir 1,45%, para 61.954 pontos. O dólar comercial teve leve alta 0,13% e fechou a R$ 3,3561 na venda.

Confira os 5 assuntos quentes desta quarta-feira (23):

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1. Bolsas mundiais
Após os índices acionários norte-americanos alcançarem patamares recordes na véspera, as ações europeias ensaiam sessão de alta após oscilarem mais cedo. No velho continente, o índice de gerentes de compras composto subiu a 54,1 em novembro, de 53,3 em outubro, atingindo o maior nível em 11 meses, segundo dados preliminares publicados pela Markit Economics. Analistas previam leve alta do PMI composto em novembro, a 53,4. 
Apenas o PMI de serviços da zona do euro aumentou para 54,1 em novembro, de 52,8 em outubro, também alcançando o maior patamar em 11 meses, ante projeções de avanço para 53. Já o PMI industrial do bloco subiu para 53,7 na prévia de novembro, de 53,5 em outubro, tocando o maior nível em 34 meses. A projeção do mercado era de estabilidade do indicador, a 53,5.

Já os mercados da China tiveram pouca variação nesta quarta-feira, consolidando ganhos recentes com os setores bancário e de imóveis ainda sendo a preferência dos investidores. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve alta de 0,19 por cento, enquanto o índice de Xangai recuou 0,21 por cento. Ambos os índices atingiram seus níveis mais altos desde o início de janeiro e estão em tendência técnica de alta, rompendo a faixa de negociações que durou oito meses.

O restante da região mostrou recuperação e chegou às máximas de uma semana em meio aos ganhos em Wall Street. O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, subia 0,63 por cento às 7:45, afastando-se ainda mais das mínimas de quatro meses atingidas na segunda-feira.

Às 7h55, este era o desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido) +0,77%

* CAC-40 (França) +0,08%

*DAX (Alemanha) +0,01%

* Xangai (China) -0,21% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) -0,01% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,31% (fechado)

*Petróleo WTI +0,37%, a US$ 48,17 o barril

*Minério de ferro 62% Qingdao: +1,30%, a US$ 75,87 a tonelada

2. Agenda Doméstica
O destaque do dia fica com a inflação de novembro medida pelo IPCA-15, que o IBGE divulga às 9h. No acumulado em 12 meses, o indicador deve recuar para abaixo dos 8% pela primeira vez desde março de 2015, quando fechou em 7,90%. Em outubro, o indicador acumulava alta de 8,27%. O indicador inflacionário é o último a ser apresentado antes da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para 29 e 30 de novembro, e pode mexer com o movimento dos DIs.

Às 9h30, o Tesouro publica o Relatório Mensal da Dívida Pública e realiza leilão de troca de títulos públicos (NTN-B), às 11h30. Em Brasília, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudio Lamachia, debatem, no plenário do Senado às 10h, o projeto de lei que define os crimes de abuso de autoridade e é visto como uma reação à Operação Lava Jato. O presidente Michel Temer participa da cerimônia de posse do novo ministro da Cultura, Roberto Freire às 12h, enquanto o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem reunião com o governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão às 11h.

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No noticiário político, destaque para o “pacto nacional” pelo equilíbrio das contas públicas, firmado entre o governo Michel Temer e os representantes de estados. O acordo aceita dar às unidades da federação uma fatia maior dos recursos arrecadados com a regularização de ativos não declarados mantidos no exterior (a “repatriação”). Em contrapartida, os governadores se comprometeram a fazer um forte ajuste em suas contas, incluindo até um aumento da contribuição previdenciária paga por servidores públicos. Pelo pacto, os além de parcela obtida com o Imposto de Renda recolhido no programa da repatriação, os governadores também terão direito a uma parte do valor arrecadado em multa. Com a concordância de Michel Temer na repartição, espera-se que os estados recebam mais de R$ 5 bilhões.

3. Os 8 indicadores da agenda dos EUA
A a agenda de indicadores norte-americanos está carregada nesta quarta-feira véspera do feriado de Ações de Graças, que manterá os mercados por lá fechados nesta quinta-feira (24) e abertos somente até 15h (horário de Brasília) na sexta (25). Ao todo, 8 indicadores serão apresentados hoje:

  • 11h30: saem os resultados da prévia das encomendas de bens duráveis relativa a outubro e os pedidos de auxílio-desemprego de novembro
  • 12h: serão conhecidos os preços residenciais de setembro
  • 12h45: a prévia do PMI Industrial de novembro
  • 13h: saem os dados de vendas de novas moradias em outubro e a confiança do consumidor de novembro. 
  • 13h30: os estoques de petróleo bruto serão divulgados:
  • 17h: sai a ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee)

4. Projeções para o Brasil
O ano se aproxima do final e, junto com ele, aparecem diversas análises de mercado com previsões para indicadores econômicos como PIB (Produto Interno Bruto), Selic, câmbio, assim como projeções para o Ibovespa. E as primeiras previsões do mercado já apontam para algumas divergências. O  Bank of America Merrill Lynch, por exemplo, aposta que em um dólar mais elevado para o ano que vem, chegando a R$ 3,90 no final do ano, após atingir R$ 3,60 em 2016, em meio às políticas monetária e fiscal nos EUA, com o cenário de maior elevação de juros pelo Federal Reserve em meio à expectativa de uma política mais inflacionária do presidente eleito Donald Trump. Sobre o PIB, a expectativa é de que a recessão acabe ano que vem, resultando em um crescimento de 1% do PIB, após retração de 3,5% este ano. Confira mais previsões clicando aqui.

5. Noticiário corporativo
O radar corporativo perde força nesta quarta-feira. Entre os destaques, a Petrobras concluiu venda de fatia de 66% em bloco no pré-sal 
para a Statoil Brasil Óleo e Gás e recebeu US$ 1,2 bilhão na primeira parte do acordo; a Eletrobras recebeu aporte de quase US$ 1 bilhão da União para futuro aumento de capital; e a Oi iniciou conversas com o BNDES, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e outros credores para tratar do plano de recuperação judicial apresentado pela empresa em setembro, segundo coluna Radar, da Veja (para mais destaques corporativos, clique aqui).