Ibovespa

No governo Dilma, Ibovespa já perdeu um quarto dos 1.500% de alta de FHC a Lula

Na gestão da atual presidente, Dilma Rousseff, o benchmark já devolveu 25,43% dos ganhos de FHC e Lula, voltando aos 51.000 pontos, em menos de três anos

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SÃO PAULO – Do início do governo de Fernando Henrique Cardoso até o final do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores paulista, saiu de 4.319 pontos para 69.304, resultando em uma alta de 1.504,63%, em 16 anos. No entanto, na gestão da atual presidente, Dilma Rousseff, o benchmark já devolveu 25,43% desses ganhos e voltou aos 51.000 pontos, em menos de três anos.

De acordo com Clodoir Vieira, economista e consultor da Compliance Comunicação, o maior problema do governo Dilma, que prejudicou muito o mercado de renda variável, foi o excesso de intervenções. “As intervenções na Petrobras (PETR4) foram muito graves, tanto que a companhia foi a mais prejudicada de todas. E isso afetou muito a confiança dos investidores”, afirmou.

Segundo ele, a intervenção no setor elétrico, com a MP 579, e no setor bancário, também prejudicou muito a confiança dos investidores estrangeiros, que saíram em massa da nossa bolsa. “Como todos sabem, nós não somos nada sem os investidores estrangeiros, então a situação ficou complicada e a bolsa caiu mais de 25% em menos de três anos”, explicou.

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FHC
Durante os oito anos do governo FHC, a bolsa saiu de 4.319 pontos para 11.268, registrando uma alta de 160,89%, muito superior à da presidente Dilma.

Ainda segundo o especialista, na época que o político do PSDB assumiu, os investidores estrangeiros estavam chegando ao Brasil e as empresas tinham muito espaço para crescer, o que acabou o ajudando com este ótimo desempenho do benchmark. “Era o início do Plano Real e uma época de mudanças e crescimento. Ele teve méritos”, disse.

Lula
Já durante o governo Lula, para Vieira, nada deu errado no mercado de capitais. “Ele teve muita sorte, mas também teve seus méritos. Tudo deu certo em grande parte dos mandatos”, afirmou o consultor. “Até a crise de 2008 não abalou quanto pensamos que iria abalar”, completou.

Durante os oito anos do governo do petista, a bolsa subiu 515,05%, saindo dos 11.268, entregues por FHC, para 69.304.