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Imprensa internacional

“No Brasil, até o passado é imprevisível”, diz Economist sobre julgamento das poupanças

Conforme aponta a publicação britânica, o caso, que está em julgamento no STF, ameaça a credibilidade do País

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SÃO PAULO – A The Economist desta semana deu um grande destaque para o Brasil. Além de apresentar críticas ao governo Dilma, a revista britânica também criticou a possibilidade de que os bancos sejam obrigados a pagar bilhões de reais para poupadores, num caso que se arrasta há muitos anos na Justiça.

A revista destaca ainda que “no Brasil, até o passado é imprevisível”, avaliando que o caso, que está em julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) ameaça a credibilidade do País. E avalia ainda que é difícil atrair negócios em um País em que a incerteza não acomete apenas o futuro, mas também o passado. 

Em meio a esse cenário, o ministro da fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, já divulgaram carta aberta para um alerta em meio ao efeito negativo para a economia em caso de derrota das instituições financeiras. Com uma possível derrota, as instituições poderiam registrar uma forte queda da oferta de crédito, aponta a revista, prejudicando assim a já deteriorada economia brasileira. 

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E isso apertaria ainda mais as frágeis contas públicas brasileiras, avalia a revista. Isso porque os dois maiores bancos estatais, o Banco do Brasil (BBAS3) e a Caixa Econômica Federal, possuem cerca de metade das cadernetas de poupança e podem ter que pedir resgate aos cofres públicos, avalia a publicação.

Vale ressaltar que, em entrevista coletiva nesta semana, o presidente do Itaú Unibanco (ITUB4), Roberto Setúbal, mostrou tranquilidade ao falar da retomada dos trabalhos no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a validade dos índices de correção de poupança, que abrangem os planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor II (1991). No final de 2013, houve grandes temores para as ações do setor bancário. De acordo com algumas estimativas, os bancos brasileiras poderiam perder no total, até R$ 150 bilhões, caso a decisão fosse desfavorável às instituições.