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Nem Lula, nem Bolsonaro: para Forbes, próximo presidente do Brasil será um “centrista sem graça”

"As chances são maiores de um centrista sem graça ser levado ao poder no Brasil no próximo ano", aponta o colunista Kenneth Rapoza

SÃO PAULO – A disputa presidencial de 2018 promete ser movimentada mas, segundo publicação do colunista da Forbes Kenneth Rapoza, o resultado não terá um desfecho tão avassalador quanto muitos estão proclamando com grande preocupação. 

Conforme destaca o colunista, nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem o conservador Jair Bolsonaro devem vencer a disputa. “As chances são maiores de um ‘centrista sem graça’ ser levado ao poder no Brasil no próximo ano”. 

Para balizar essa visão, Rapoza consultou Mark Rosenberg, CEO da consultoria de risco político GeoQuant, com sede em Nova York. “Provavelmente haverá um candidato centrista fraco que sairá vencedor no Brasil”, aponta ele. Rosenberg elabora um índice que usa dados quantitativos e qualitativos, como pesquisas e reportagens, para avaliar a forma como o vento sopra no Brasil com relação à política. 

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O índice sugere, segundo Rosenberg, que nem Lula nem Bolsonaro ganharão, com analistas ouvidos pela Forbes também levando em conta também a rejeição a eles. “Talvez ‘um Alckmin’ ganhe”, aponta a reportagem, em referência ao pré-candidato do PSDB à presidência, o governador paulista Geraldo Alckmin. Assim, a reportagem mostra mais convicção na eleição do tucano. 

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De qualquer forma, Rosenberg avalia que, no Brasil, há pouco entusiasmo com as eleições em meio à descrença com a política nacional. Conforme aponta a publicação, a eleição desse nome “sem graça” deve ocorrer como reação ao fato de que os políticos estão com baixa popularidade atualmente. Para a Forbes, o cenário de um presidente neste estilo é apoiado pelos mercados internacionais, por um motivo simples: “melhor do que um governo Lula”. 

Vale ressaltar que, no ano passado, Alckmin já vinha sido apontado como um dos favoritos nas eleições (e um dos preferidos do mercado internacional). “O governador de São Paulo não foi ferido de morte pela Lava Jato, comanda a economia mais forte do país há mais de quatro anos e segue sendo um favorito do mercado para ser o próximo presidente. Ele tem pronunciado apoio às reformas feitas ou promovidas pelo governo Michel Temer, como trabalhista, tributária e da previdência”, aponta o perfil publicado em agosto.