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Nem Judas nem Jesus: Joaquim Levy diz que agora é “São Cristóvão”

"Agora sou São Cristóvão, que é o santo dos transportes. Hoje é dia de São Cristóvão, o padroeiro da infraestrutura", brincou o ministro durante anúncio do pacote de concessões no valor de R$ 198,4 bilhões

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SÃO PAULO – Após a presidente Dilma Rousseff dizer em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que não se pode “criar um Judas”, em referência ao ministro da Fazenda Joaquim Levy e, em seguida, o vice-presidente Michel Temer afirmar que ele deve ser tratado como “Cristo” por sua defesa ao ajuste fiscal, o ministro disse que agora é São Cristóvão. 

“Agora sou São Cristóvão, que é o santo dos transportes. Hoje é dia de São Cristóvão, o padroeiro da infraestrutura”, brincou o ministro durante anúncio do pacote de concessões no valor de R$ 198,4 bilhões.

Levy disse que o pacote só foi possível graças ao ajuste fiscal: “sem a estabilidade econômica, seria impossível esse novo passo”. O ministro da Fazenda ainda defendeu o Programa de Investimento em Logística (PIL) como mais um passo importante para ajudar nas expectativas e aumentar a confiança na economia.

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O ministro da Fazenda e o presidente do BNDES (Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, afirmaram ainda que não faltarão recursos para os projetos de infraestrutura.

“Queria reiterar que todos os contratos de 2014 estão sendo e serão honrados. Não faltarão recursos para todos os projetos leiloados no passado, nem para os próximos projetos de infraestrutura que serão anunciados”, ressaltou o presidente do banco. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, titubeou para responder a questão e falou: “Não adianta querer apostar que não vai dar certo”. Ele também brincou ao perguntar a Coutinho: “Vai faltar dinheiro?”.

O presidente do BNDES sustentou sua resposta na reestruturação do BNDES, feita no fim do ano passado, e afirmou que os programas de energia, que ainda não foram anunciados, também têm recursos garantidos. “No fim do ano passado, o BNDES fez uma mudança na sua política e preservou recursos para projetos de infraestrutura e energia, porque esses projetos demandam longo prazo de maturação”, ressaltou Coutinho. O presidente do BNDES também disse que a instituição continuará sendo âncora para os projetos de longo prazo e que as taxas de retorno serão ainda mais altas nos novos projetos anunciados.