C’est la vie

“Não vou ser chantageada” e “não sou ladra”: as reações de Dilma após a decisão de Cunha

"C’est la vie. Eu não vou ser chantageada", disse Dilma ao saber da decisão de Eduardo Cunha de aceitar o pedido de impeachment contra ela

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SÃO PAULO – Ontem, Dilma Rousseff teve mais um dia memorável na presidência. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, ao saber da decisão do presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de acolher o pedido de impeachment, a presidente Dilma Rousseff não se surpreendeu e falou: “C’est la vie. Eu não vou aceitar ser chantageada.”

O jornal informa que a presidente foi avisada um pouco antes do anúncio de Cunha e se reuniu no Palácio do Planalto com os ministros Jaques Wagner (Casa Civil), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo); A partir da reunião, ficou decidido que ela precisaria fazer um “contraponto forte” a Cunha. Em seu discurso, a presidente afirmou que recebeu a notícia com indignação, relembrando que seu mandato é exercido com base em escolha democrática pelo povo e alfinetou Cunha. 

“Não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público. Não possuo conta no exterior. Nunca coagi e nem tentei coagir instituições em busca de satisfazer os meus interesses”, afirmou no discurso.

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Nos bastidores, ela falou: “vamos trabalhar e conquistar politicamente a derrota do impeachment”. 

Já segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a presidente, após ver Cunha aparecer na TV anunciando a decisão, afirmou: “vou falar hoje”, ordenando que um assessor buscasse no Alvorada a muda de roupa que usaria no pronunciamento. Na volta, desabafou: “Todos conhecem meus defeitos. Sabem que não sou ladra”.

Após escrever o seu discurso de defesa, informa a Folha, a presidente ligou para o vice Michel Temer: “não podia mais ficar sob chantagem”, afirmou. Já Lula telefonou para a presidente: ele falou que o governo tinha condições de recompor sua base e derrubar o impeachment, reunindo 171 votos no plenário. 

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