Escândalo no governo

“Não vou cair”, disse Michel Temer a senadores

Presidente repetiu mais de uma vez que “está firme“ no cargo

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SÃO PAULO – “Não vou cair!” Foi isso que o presidente Michel Temer disse hoje a senadores que o visitaram pela manhã, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo. 

Ele também  se disse vítima de conspiração. Sem apontar os autores do suposto golpe, Temer repetiu mais de uma vez que “está firme” no cargo. Ele ainda apontou ser estranho que os fatos tenham sido divulgados no momento em que a economia voltou a crescer e as reformas avançam no Congresso.

De acordo com relatos ouvidos pelo jornal, Temer não demonstrou abatimento. Foi o próprio Temer quem puxou o assunto em reunião com senadores. “Fomos lá para ter uma audiência e ele perguntou: – Vocês viram o que aconteceu?”, relatou o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) ao jornal. 

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O escândalo
Os donos da JBS, Joesley Batista e o seu irmão Wesley, disseram em delação à Procuradoria-Geral da República que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segundo o colunista do jornal “O Globo” Lauro Jardim noticiou ontem à noite.

Segundo o jornal, o executivo disse que Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley.

Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”. Joesley disse também que pagou R$ 5 milhões para Cunha após sua prisão.

Além disso, Joesley afirmou ter gravado Aécio Neves pedindo R$ 2 milhões. O executivo relatou ainda que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega era o seu contato com o PT e era com ele que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados. Mantega também operava os interesses da JBS no BNDES.