Preocupações

“Não quero passar para a história como quem não tomou providências”, diz Dilma em jantar

"Para o meu governo não interfere, não me faz perder o sono, mas depois de mim haverá graves problemas. Não quero passar para História como quem não tomou providências", afirmou a presidente, ao falar sobre a previdência

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SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff, em jantar com líderes da base aliada no Senado, disse não querer “passar para a História como quem não tomou providências” em relação à Previdência Social. As informações são do jornal O Globo.

Contudo, ela não sinalizou se vai vetar a flexibilização do fator previdenciário ou se sancionará a fórmula 85/95, negociando posteriormente a correção olhando para a expectativa de vida da população.

Para o meu governo não interfere, não me faz perder o sono, mas depois de mim haverá graves problemas. Não quero passar para História como quem não tomou providências”, afirmou. Desta forma, parte dos senadores saiu do jantar com a impressão de que a presidente optará pelo veto e enviará uma MP ou um projeto de lei em regime de urgência, para o Congresso, com uma alternativa à fórmula.

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E, segundo líderes ouvidos pelo jornal, o governo também teme passar para o mercado a imagem de que está “afrouxando” o controle das contas públicas.

Participaram do jantar com a presidente o vice-presidente Michel Temer e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Joaquim Levy (Fazenda), Eduardo Braga (Minas e Energia) e Armando Monteiro (Desenvolvimento). Entre os senadores estavam Acir Gurgacz (PDT-RO), Benedito de Lira (PP-AL), Humberto Costa (PT-PE), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Blairo Maggi (PR-MT), José Pimentel (PT-CE), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Omar Aziz (PSD-AM) e Delcídio Amaral (PT-MS).