Na última sessão da semana, investidores aguardam dados de desemprego dos EUA

Analistas se mostram pessimistas com resultado do indicador; na Europa, eleição francesa e PMI da Zona do Euro são os destaques

SÃO PAULO – Para esta sexta-feira (4), o foco estará nos dados dos EUA referentes à geração de empregos líquidos em abril e à taxa de desemprego do mês, destacam os analistas. “Diante dos números recentes, o risco é de alguma surpresa negativa”, diz a diretora da AGK Correotra de Câmbio, Miriam Tavares.

Na mesma linha, o analista-chefe do Danske Bank, Flemming J. Nielsen, demonstra pessimismo em relação aos dados do Relatório de Emprego da maior economia do mundo. “Acreditamos que existem riscos de deterioração devido às possíveis distorções sazonais e ao fraco relatório de empregos divulgado na quarta-feira. O declínio nos pedidos semanais de auxílio desemprego relatados ontem foi encorajador, mas não cobre o período de pesquisa para o relatório do mercado de trabalho abril”, completa.

Na última quarta-feira (2), o ADP Employment revelou a criação de 119 mil novos empregos no setor privado do país em abril, contra projeções que rondavam os 170 mil. O número também é bastante inferior àquele do mês anterior, quando marcava 201 mil novos postos de trabalho.

PUBLICIDADE

Europa
Por sua vez, na Europa, o processo político na França deve manter presa a atenção dos investidores. Ainda por lá, o PMI de serviços da Zona do Euro recuou para 46,7 pontos em abril, frente aos 49,1 pontos de março e abaixo da primeira estimativa, de 47,4 pontos, segundo divulgação do instituto Markit Economics.

A leitura também indica baixa no setor de serviços, que caiu para 46,9 pontos em abril, enquanto que em março o dado havia sido de 49,2 pontos. O resultado também é menor à preliminar de 47,9 pontos.