Mulheres e jovens devem decidir eleições de 2004

Mais de 51% dos eleitores são do sexo feminino, enquanto 46,58% dos brasileiros que devem votar em outubro têm menos de 34 anos

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SÃO PAULO – Ao longo dos últimos anos o eleitorado brasileiro vem evoluindo, e já reflete as mudanças que tem ocorrido na estrutura da população brasileira. E dois destes fatores devem ser levados em consideração pelos candidatos: o aumento da participação das mulheres e o peso dos eleitores mais jovens.

De fato, hoje as mulheres são maioria no eleitorado brasileiro, enquanto os eleitores com até 34 anos representam uma importante parcela dos votos.

Mais da metade dos eleitores são mulheres

De acordo com dados divulgados pelo TSE, cerca de 51,29% dos 121,3 milhões de eleitores brasileiros são do sexo feminino. Curiosamente, porém, as mulheres são minoria nas faixas até 20 anos, que representam cerca de 11,45% do eleitorado total.

Por outro lado, a faixa onde as mulheres representam a maior porcentagem de votos é entre 60 e 69 anos e 70 a 79 anos, onde cerca de 53% dos eleitores são do sexo feminino. Também entre os eleitores com 45 e 59 anos as mulheres representam mais que 52% dos votos. Nestas faixas a maior porcentagem de mulheres é clara, refletindo a maior expectativa de vida média do sexo feminino.

Eleitores até 34 anos representam 46,6% do total

Além da predominância das mulheres, o eleitorado brasileiro é caracterizado por ser jovem. De fato, cerca de 46,58% dos eleitores brasileiros tem até 34 anos, sendo, portanto, alvo obrigatório dos candidatos que pretendem se eleger nas próximas eleições.

A faixa mais numerosa é entre 25 e 34 anos, que atinge 28,759 milhões de pessoas e corresponde a 23,73% dos eleitores brasileiros, seguida por eleitores entre 35 e 44 anos, que fica com 20,35% do total. Destaque também para as faixas entre 45 e 59 anos (20,32% do total) e 21 a 24 anos (11,40%) dos eleitores.

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Desta forma, fica claro que o discurso dos principais candidatos deve ser direcionado ao público jovem, que tem menos experiência na hora de votar. Porém, como quase tudo na vida, a vivência com o processo eleitoral melhora a consciência e a qualidade do voto, já que experiências passadas, principalmente as mal sucedidas, servem de exemplo para votar melhor nestas eleições.

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