Mudanças de plano: Serra recua e paulista não terá mais “pedágio urbano”

Uma das propostas mais polêmicas da PEMC, assinada pelo governador, tarifação em ruas do estado é excluída

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SÃO PAULO – A proposta de “tarifação do tráfego” que consta na PEMC (Política Estadual de Mudanças Climáticas), Projeto de Lei 01/2009, assinado pelo governador do estado, José Serra, foi excluída pelo líder do governo tucano na Assembléia, Barros Munhoz, a pedido do próprio governador, segundo a assessoria do deputado.

Na última segunda-feira (9), o deputado protocolou uma emenda supressiva excluindo item do PEMC que prevê pagamento de pedágio em ruas e em vias de ligação às regiões metropolitanas do estado.

A proposta do governador tem como objetivo diminuir a emissão de poluentes ao diminuir o tráfego de veículos. No entanto, a ideia da implantação de um “pedágio urbano” não foi bem aceita. Segundo a assessoria de imprensa do deputado Munhoz, a discussão sobre o pedágio “está encobrindo a discussão sobre todo o projeto”.

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Segundo ele, a proposta de tarifação era apenas uma sugestão e ressalta que a decisão de cobrar ou não um pedágio nas vias compete ao governo municipal.

Mudanças de conceito

Depois de anunciada a proposta de tarifação, a professora de planejamento urbano da USP, Ermínia Maricato, afirmou não acreditar na implantação desse tipo de projeto. Para ela, de acordo com a Radioagência Notícias do Planalto, o papel do carro em sociedades capitalistas é central e para que mudanças como a proposta pelo governo ocorram é necessária uma mudança de conceito.

Ainda segundo a professora, o pedágio urbano “contraria os interesses da indústria automobilística. A menos que ela consiga inverter esse quadro e fabricar ônibus ou trilhos para trem. O certo é que é necessária uma mudança de matriz”.