Múcio diz que condenação de Bolsonaro encerra “um ciclo” e não abala Forças Armadas

Ministro da Defesa prega estabilidade após STF ordenar prisão definitiva e executar penas de ex-generais da cúpula militar

Marina Verenicz

José Múcio Monteiro Filho, ministro da Defesa (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
José Múcio Monteiro Filho, ministro da Defesa (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

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O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, foi a primeira voz do governo a se manifestar após o STF concluir o processo do golpe de Estado e abrir caminho para a execução das penas impostas a Jair Bolsonaro e à antiga cúpula militar.

Em meio ao que auxiliares classificam como “momento sensível”, ele buscou reduzir qualquer risco de ruído institucional.

Segundo Múcio, o país encerra “um ciclo” em que as punições recaem sobre indivíduos, não sobre as Forças Armadas. A fala foi dada pouco após uma solenidade na Câmara dos Deputados.

Múcio também comentou que ainda não havia tratado do resultado com o presidente Lula, mas reforçou a normalidade do processo.

Início das penas

A manifestação do ministro ocorreu poucas horas depois de Alexandre de Moraes decretar o trânsito em julgado do caso e determinar que Bolsonaro cumpra sua pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Além do ex-presidente, também tiveram a prisão executada os ex-ministros Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, além do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier. Todos foram considerados integrantes do núcleo militar da trama golpista.

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O ex-ministro da Justiça Anderson Torres também foi detido. Já o general Braga Netto permanece preso preventivamente desde dezembro de 2024, por tentativa de interferir na delação de Mauro Cid, e seguirá em um quartel no Rio.

A finalização formal do processo ainda será analisada em sessão virtual pelos demais ministros da Primeira Turma.