Acarajé

MPF: Lava Jato tem provas de envolvimento de Marcelo Odebrecht em “novos crimes graves”

O MPF destaca que Odebrecht "tinha controle sobre os pagamentos feitos no exterior por meio de offshores, as quais ele geria por intermédio de pessoas a ele subordinadas e ligadas, direta ou indiretamente, à empresa"

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SÃO PAULO – A força-tarefa da Operação Lava Jato encontrou “novas provas do possível envolvimento de Marcelo Odebrecht em novos crimes graves”, segundo informações do Ministério Público Federal. Hoje, foi deflagrada a nova fase da Lava Jato, chamada “Acarajé” com a prisão do marqueteiro do PT João Santana, e de sua esposa Mônica Moura sendo decretada. 

O MPF destaca que Odebrecht “tinha controle sobre os pagamentos feitos no exterior por meio de offshores, as quais ele geria por intermédio de pessoas a ele subordinadas e ligadas, direta ou indiretamente, à empresa”. 

A Polícia Federal informou que os os investigadores identificaram contrato entre offshores de Mônica Moura e da Odebrecht. A offshore aberta no Panamá, a Shellbill Finance SA, que seria do casal, é o foco central das investigações. 

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Entre 25 de setembro de 2013 e 4 de novembro de 2014, o operador de propinas Zwi Skornicki, também preso na Acarajé, fez transferências no exterior de pelo menos US$ 4,5 milhões por meio de nove transações, segundo apontam as investigações. Em outra frente, a força-tarefa também rastreou pagamentos de offshores ligadas à Odebrecht para a Shellbill que totalizaram US$ 3 milhões entre 2012 e 2013. 

O objetivo das investigações desta fase é o cumprimento de medidas cautelares, a partir de representação da autoridade policial, relacionadas a três grupos: um grupo empresarial responsável por pagamento de vantagens ilícitas; operador de propina no âmbito da Petrobras; e grupo recebedor, cuja participação fora confirmada com o recebimento de valores já identificados no exterior em valores que ultrapassam US$ 7 milhões. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da 13ª Vara da Justiça Federal.

A 23ª Fase da Operação Lava Jato foi denominada Acarajé, em alusão ao termo utilizado por alguns investigados para nominar dinheiro em espécie.

(Com Agência Estado) 

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