MPF arquiva denúncia contra Bolsonaro por supostos crimes na pandemia

Procuradoria conclui que acusações de genocídio, uso indevido da Abin e outros crimes eram genéricas e opinativas; autor da representação tem dez dias para recorrer

Caio César

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O Ministério Público Federal (MPF) arquivou um pedido de investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por supostos crimes cometidos durante a pandemia, como genocídio, e por uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), por ausência de provas.

O processo, movido por meio de denúncia na Sala de Atendimento ao Cidadão, acusava a família Bolsonaro de tráfico de drogas, envolvimento com milícias, corrupção, envenenamento de autoridades, perseguição política e atentado à ordem democrática.

Para o MPF, a manifestação enviada tinha caráter opinativo, com críticas ao governo e avaliações morais sobre a conduta de Bolsonaro e de seus filhos, o que não configura prova.

“Da análise dos autos, verifica este órgão que não subsiste motivo para a instauração de persecução penal em razão dos fatos, tendo em vista que as informações apresentadas são inespecíficas e genéricas”, destaca trecho da decisão assinada pela procuradora da República Luciana Furtado de Moraes em 23 de janeiro.

Com o arquivamento do caso, o denunciante terá dez dias para apresentar recurso.