Tensão na caserna?

Mourão defende 5 anos a mais de contribuição para aposentadoria de militares

Presidente em exercício avalia como benéfica a elevação do tempo de permanência no serviço ativo, para 35 anos. Ele também defende o recolhimento de 11% da pensão recebida por viúvas de militares

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SÃO PAULO – Em um momento de tensão na base aliada com lideranças do núcleo militar se opondo à possível inclusão da categoria na reforma previdenciária defendida pelo governo Jair Bolsonaro, o presidente em exercício, general Hamilton Mourão, defendeu, nesta segunda-feira (21), duas mudanças nas regras de aposentadoria do grupo: o aumento do tempo de contribuição e o recolhimento de contribuição sobre a pensão recebida por viúvas.

O vice-presidente de Bolsonaro avalia como benéfica a elevação do tempo de permanência no serviço ativo, de 30 para 35 anos. Ele também entende como positivo o recolhimento da contribuição de 11% sobre a pensão recebida por viúvas de militares. “São mudanças que seriam positivas para o país”, argumentou Mourão à imprensa. Nome respeitado entre os militares, ele defende que as medidas sejam implementadas com regras de transição.

“Em tese, é um aumento, com uma tabela para quem já está no serviço, um tempo de transição”, afirmou, conforme noticiou a Folha de S.Paulo. No início da manhã, Mourão recebeu o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, um dos nomes que se destacaram na semana passada com a defesa das regras atuais para aposentadoria dos militares. O assunto da reunião não foi revelado pelo presidente em exercício.

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Mourão, que assumiu o posto de presidente interino no domingo (20), em função da viagem de Bolsonaro à Suíça para a participação do Fórum Econômico Mundial, disse que conduzirá a máquina pública sem sobressaltos, “só tocando a bola para o lado”. Ele também voltou a afastar as suspeitas envolvendo o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, do governo. “Não vem para cima do governo e é um problema do Flávio. Ele vai resolver isso aí”, disse.

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