Lava Jato

Moro converte pena de Palocci e mantém ex-ministro preso por tempo indeterminado

Nesta tarde, o delegado Filipe Hille Pace, da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, entrou com o pedido de conversão de pena ao reafirmar que o ex-ministro atuava como elo do PT com a Odebrecht

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SÃO PAULO – O juiz Sérgio Moro converteu as prisões temporárias do ex-ministro Antônio Palocci e do ex-assessor dele Branislav Kontic, presos na 35ª fase da Operação Lava Jato, em preventivas, ou seja, tempo indeterminado. A prisão temporária de ambos venceu nesta sexta-feira (30). Já ao ex-secretário da Casa Civil Juscelino Antônio foi solto.

Moro acatou o pedido feito pela Polícia Federal mais cedo. “Ademais, considerando a causa das prisões preventivas, entre elas a prova, em cogniçao sumária, de que os investigados Antônio Palocci Filho e Branislav Kontic teriam intermediado o pagamento subreptício de milhões de dólares e de reais para campanhas eleitorais, inclusive para o pagamento de publicitários em conta secreta no exterior, o propósito da lei, de evitar interferência indevida nas eleições e proteger a sua integridade, parece ser mais bem servido com a prisão cautelar do que com a liberdade dos investigados”, explicou o juiz no despacho.

Nesta tarde, o delegado Filipe Hille Pace, da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, entrou com o pedido de conversão de pena ao reafirmar que o ex-ministro atuava como elo do PT com a Odebrecht, intermediando assuntos de interesse da empreiteira. Além disso, ele diz haver indícios de que Palocci seria o “italiano” que aparece em diversas planilhas da construtora, tendo recebido um total de R$ 128 milhões de forma ilícita.

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Um dos principais fatores para o pedido de conversão da pena em preventiva seria a suspeita de que o ex-ministro orientou a destruição de provas em sua empresa de consultoria Projeto antes da Operação Omertà, deflagrada na última segunda-feira.

“Tais vantagens, em sua grande maioria traduzidas em dinheiro em espécie, ainda não foram rastreadas a partir desta investigação, motivo pelo qual não existe qualquer medida cautelar diversa da prisão que inviabilize Antonio Palocci Filho e Branislav Kontic – seu funcionário até a presente data – de praticarem atos que visem a ocultar e obstruir a descoberta acerca do real paradeiro e emprego dos recursos em espécie recebidos”, afirmou o delegado.