Moraes ordena apreensão do celular e bens da esposa de Ramagem, foragido da Justiça

Rebeca Ramagem tentava embarcar para os Estados Unidos, onde seu marido está foragido, quando teve seus bens apreendidos

Caio César

Rebeca e Alexandre Ramagem, deputado foragido nos Estados Unidos. Foto: Reprodução / Instagram
Rebeca e Alexandre Ramagem, deputado foragido nos Estados Unidos. Foto: Reprodução / Instagram

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, expediu um mandado de busca e apreensão contra Rebeca Ramagem, esposa do deputado federal foragido Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Rebeca foi interceptada no Rio de Janeiro, antes de embarcar em um voo para os Estados Unidos, acompanhada de suas duas filhas.

Em vídeo, ela relatou que agentes revistaram suas malas e apreenderam computadores, celular e outros pertences.

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“O mais doloroso foi o pânico que isso causou nas minhas filhas, de 7 e 14 anos. O constrangimento, o medo e a covardia que vivenciamos não podem ser descritos. Não sou alvo de nenhum processo judicial, não estou sendo investigada e sou servidora pública efetiva há 22 anos”, afirmou Rebeca.

Em outra postagem nas redes sociais, Rebeca declarou que “o único e ilegal motivo apontado para essa ação” é o fato de ser casada com Ramagem.

“Essa prática de abusos por parte de membros do STF, com ilegalidades cada vez mais absurdas e frequentes, não pode perdurar”, disse.

O deputado federal Alexandre Ramagem foi condenado pelo Supremo a 16 anos de prisão por participação em uma organização criminosa que planejou e tentou executar um golpe de Estado após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

Durante o processo de condenação, Ramagem estava afastado dos trabalhos na Câmara por um atestado médico de 30 dias devido a ‘ansiedade generalizada’. Nesse período, ele foi para os Estados Unidos, onde permanece foragido.

Segundo investigações da Polícia Federal, Ramagem teria deixado o Brasil por Boa Vista (RR), possivelmente atravessado a fronteira para a Venezuela ou para a Guiana e, de lá, seguido para os EUA.

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Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ramagem foi condenado por utilizar a estrutura da Abin para monitorar ilegalmente adversários políticos de Bolsonaro.