Moraes concede liberdade a primeira fugitiva do 8/1 deportada dos EUA

Cristiane da Silva havia rompido tornozeleira e fugido em 2024; STF converteu pena em restrições e serviços comunitários

Marina Verenicz

Ativos mencionados na matéria

O ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, durante julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro - 10/09/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
O ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, durante julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro - 10/09/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a soltura de Cristiane da Silva, considerada a primeira participante dos atos de 8 de Janeiro a ser deportada dos Estados Unidos. A decisão foi publicada em 3 de setembro, na semana em que começou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela trama golpista.

Cristiane retornou a Balneário Camboriú (SC) na última sexta-feira (6), após cumprir 228 dias de detenção, entre prisões no sistema norte-americano e brasileiro. Ela havia deixado o país em 2024, após romper a tornozeleira eletrônica e atravessar clandestinamente a fronteira com a Argentina.

Na decisão, Moraes substituiu a pena de prisão por condições alternativas:

O ministro advertiu que o descumprimento de qualquer medida poderá resultar em nova prisão.

Em fevereiro de 2025, enquanto ainda estava presa nos EUA, o STF condenou Cristiane a um ano de prisão pelos crimes de incitação ao crime e associação criminosa. Ela não foi enquadrada na acusação de tentativa de golpe de Estado.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Cristiane participou dos acampamentos em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, mas não das depredações ocorridas no 8 de Janeiro. Para réus de menor participação, a PGR havia proposto acordos de não-persecução penal. No entanto, a fuga de Cristiane impediu que ela se beneficiasse desse mecanismo.

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Cristiane não foi a única a tentar escapar da Justiça brasileira. Outras três mulheres ligadas ao 8 de Janeiro também foram detidas nos Estados Unidos.