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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (7) a visita de aliados políticos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar desde o início da semana por descumprimento de medidas cautelares.
Entre os autorizados estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), e o líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS). Todos são próximos de Bolsonaro e têm adotado discursos de defesa do ex-presidente.
Segundo a decisão, as visitas serão individuais, com datas e horários específicos fixados previamente, entre 7 e 14 de agosto, sempre entre 10h e 18h. Não será permitido o encontro de mais de uma pessoa por vez com o ex-presidente.

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Quem poderá visitar Bolsonaro
Confira a lista dos nomes autorizados por Moraes a visitar Bolsonaro durante o período:
- Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos-SP), governador de São Paulo;
- Celina Leão (PP-DF), vice-governadora do Distrito Federal;
- Luciano Zucco (PL-RS), deputado federal e líder da oposição na Câmara;
- Marcelo Pires Moraes (PL-RS), deputado federal;
- Geraldo Junio (PL-MG), deputado federal;
- Renato de Araújo Corrêa, empresário e presidente do PL em Angra dos Reis (RJ).
Prisão domiciliar e restrições
Bolsonaro está em prisão domiciliar por decisão de Moraes, que identificou descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF desde 18 de julho. O ex-presidente teria usado redes sociais de terceiros, incluindo seus filhos parlamentares, para divulgar mensagens com “conteúdo de instigação a ataques ao STF e apoio à intervenção estrangeira”.
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A publicação mais recente que motivou a medida foi um vídeo transmitido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante uma manifestação em Copacabana, no domingo (3), em que Jair Bolsonaro fala diretamente a apoiadores. O vídeo foi apagado horas depois.
Além de proibir o uso de dispositivos eletrônicos, Moraes havia restringido inicialmente todas as visitas, exceto de advogados, exigindo autorização prévia do STF. Nos últimos dias, ele flexibilizou as regras para familiares diretos e agora para figuras políticas específicas, sob o compromisso de respeito às condições da prisão domiciliar.