Moraes autoriza que Bolsonaro preste depoimento sobre arma apreendida pela Polícia

A arma estava em poder de um dos seguranças de Bolsonaro que fora parado numa blitz policial

Estadão Conteúdo

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, durante a abertura da fase final do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, sobre uma suposta trama para anular as eleições de 2022, em Brasília, Brasil, 2 de setembro de 2025. REUTERS/Jorge Silva
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, durante a abertura da fase final do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, sobre uma suposta trama para anular as eleições de 2022, em Brasília, Brasil, 2 de setembro de 2025. REUTERS/Jorge Silva

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira, 19, que Jair Bolsonaro preste depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre a apreensão de uma arma.

No último dia 16, houve registro de ocorrência sobre a apreensão de uma arma nove milímetros que pertence ao ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar. Foi aberto um inquérito para apurar o fato. A arma estava em poder de um dos seguranças de Bolsonaro que fora parado numa blitz policial.

A polícia solicitou a Moraes permissão para interrogar Bolsonaro na próxima quarta-feira, 24, por videoconferência. O ministro, contudo, determinou que o depoimento seja colhido presencialmente na terça-feira, 23, às 15h na casa onde o ex-presidente cumpre pena.

Ele está em uma casa em um condomínio do bairro Jardim Botânico, em Brasília.

O ministro pediu ainda que os advogados apontem um profissional de saúde que acompanhará Bolsonaro durante o cumprimento da pena. A defesa havia escolhido Eduardo Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Moraes rejeitou e afirmou que Torres não detém qualificação para acompanhar o quadro de saúde do ex-presidente, que sofre com soluços e outras complicações em decorrência da facada de que foi vítima em 2018, durante campanha eleitora.