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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o general da reserva Mario Fernandes a trabalhar para o Exército, incluindo na área de “doutrina militar”. Fernandes está preso preventivamente e já foi condenado pelo STF por participação na trama golpista.
Mario Fernandes irá trabalhar para a Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército e para o Centro de Doutrina do Exército. As atividades incluem “revisão de produtos doutrinários e literários” e “produção de textos técnicos sobre história militar, estrutura da Força, doutrina militar terrestre”, de acordo com um plano de trabalho apresentado pelo Comando Militar do Planalto.
O general da reserva foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão pelo STF em setembro. Ainda é possível recorrer, mas Fernandes já está preso preventivamente desde novembro de 2024.

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O militar foi responsável por elaborar o plano “Punhal Verde e Amarelo”, documento que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de Moraes. Fernandes admite ter criado o plano, mas diz que não o apresentou a ninguém.
Alexandre de Moraes considerou que o trabalho de presos deve “ser estimulado como instrumento de ressocialização, disciplina e preparação para o retorno ao convívio social”.
Fernandes está preso em uma unidade militar de Brasília. Para desempenhar as atividades, ele receberá um computador sem acesso à internet. A jornada de trabalho prevista é de seis horas diárias, de segunda-feira a sábado.
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