Moody’s: eleição inconclusiva da Grécia aumenta risco de saída da Zona do Euro

Além disso, agência de classificação de risco nota que votação tem efeito negativo sobre a solvência dos bancos gregos

SÃO PAULO – As eleições inconclusivas da Grécia aumentam o risco de o país declarar default e sair da Zona do Euro, além de ser ruim para a solvência dos bancos gregos, afirmou a agência de classificação de risco Moody’s nesta segunda-feira (14).

A votação de 6 de maio, a qual foi palco de um protesto contra as medidas de austeridade e não conseguiu colocar um novo governo no poder, “aumentou as chances de um default desordenado e a consequente saída do país da Zona do Euro”, escreveu o analista sênior da agência, Nondas Nicolaides em relatório. “A saída da Grécia do euro seria um severo crédito negativo para os bancos gregos”, acrescentou.

Conforme a agência, os eleitores “marginalizaram” os dois grandes partidos políticos, os quais apoiaram as medidas de austeridade acordadas com os credores internacionais. “Como resultado, há recentemente uma crescente retórica de políticos na Grécia a respeito de um possível cancelamento, ou alterações, das medidas de austeridade”, disse a Moody’s.

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Ao mesmo tempo, notou a agência, os líderes europeus reiteraram que o acordo não é negociável e que a Grécia deve cumprir seus compromissos e reformas econômicas para receber desembolsos futuros do pacote de resgate de € 130 bilhões.

De acordo com a Moody’s, se a Grécia abandonar o euro, os resultados poderiam incluir uma corrida aos depósitos; um congelamento de depósitos pelo governo; a introdução de uma nova moeda, que desvalorizaria a poupança; uma turbulência econômica; além da “mudança da responsabilidade pelo financiamento bancário e da recapitalização de instituições monetárias gregas por instituições europeias, comprometendo a capacidade dos bancos em ampliar o crédito e apoiar o crescimento por período sustentado”.