Eleições de 2018

Ministros do STF não veem chance de liminar garantir candidatura de Lula – e petista deve ungir substituto

Possibilidade do petista conseguir liminar no Supremo que permita a ele concorrer à Presidência  mesmo se condenado em segunda instância é considerada remota

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SÃO PAULO – Em meio à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sérgio Moro na Lava Jato e a fala do presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson, que disse que o caso do petista será julgado em segunda instância antes das eleições, as especulações sobre os efeitos de uma confirmação da condenação dele sobre a eleição de 2018 só aumentam. 

Isso porque, se for condenado em segunda instância até 15 de agosto do ano que vem, quando se encerra o prazo para registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula não poderá concorrer a cargo eletivo. 

E, de acordo com os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, que citam ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), a possibilidade do petista conseguir uma liminar no Supremo que permita a ele concorrer à Presidência  mesmo se condenado em segunda instância é considerada remota entre magistrados da corte.

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Ministros ouvidos pelo Estadão disseram que dificilmente a Corte entraria na discussão levantada pela defesa sobre a validade das provas colhidas no processo. Segundo um magistrado ouvido pelo jornal, o plenário só reverteria a condenação se fosse encontrado um “erro rombudo”, uma “ilegalidade flagrante”, fato que, se existir, será verificado na 2.ª instância e não chegaria no Supremo.

Apesar de ter essa possibilidade no radar, o PT rejeita, pelo menos por enquanto, um plano B para 2018. A legenda colocou a defesa dele no topo das prioridades, conforme destaca o Estadão. Em linhas gerais, o plano é boicotar a eleição à presidência e focar todas as energias nos pleitos para o Congresso e governos em 2018. Pelo menos dois interlocutores que estiveram com Lula disseram ao jornal que o objetivo é unificar a esquerda e os movimentos sociais em torno da defesa e da pré-candidatura dele. 

 “Mas, se confirmada a decisão de Moro na segunda instância, o próprio Lula vai ungir seu substituto – e ele não necessariamente será um petista. Ciro Gomes (PDT) não é o preferido. E Fernando Haddad (PT) está cotado”, afirma a publicação.