Ministro Nelson Jobim confirma troca no comando da Infraero

Decisão foi tomada durante a reunião de coordenação política no Palácio do Planalto; substituto ainda não foi escolhido

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SÃO PAULO – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou nesta segunda-feira que irá substituir o brigadeiro José Carlos Pereira no comando da Infraero. A decisão foi tomada durante a reunião de coordenação política no Palácio do Planalto.

Ainda sem nomes para assumir o cargo, o anúncio do novo presidente da instituição ainda não foi marcado. Rossano Maranhão, nome mais cotado para assumir a estatal, afirmou que não tem condições de assumir o cargo, mas pode integrar o conselho administrativo da empresa, segundo Jobim.

Sem renúncia

Em relação à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), algumas notícias dão conta de que o presidente Lula teria afirmado que não há a intenção do governo em pedir que o comando da instituição renuncie coletivamente. O presidente da agência, Milton Zuanazzi, disse que não renunciará ao cargo.

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A Anac tem sido alvo de críticas desde que a crise aérea foi deflagrada há dez meses com o acidente envolvendo o avião da Gol. O fato de ser uma agência e ter uma legislação própria que determina mandatos ao comando da instituição impede que os diretores sejam demitidos.

Além do presidente Lula e de Jobim, participaram da reunião de coordenação política os ministros Guido Mantega (Fazenda), Dilma Rousseff (Casa Civil), Tarso Genro (Justiça), Walfrido dos Mares (Relações Institucionais) e Franklin Martins (Comunicação Social). A crise aérea, agravada depois do acidente com o vôo 3054 da TAM, predominou a pauta da reunião.

Conac se reúne

Ainda nesta segunda-feira acontece a reunião do Conac (Conselho de Aviação Civil), ainda com a participação de José Carlos Pereira. O encontro deverá ter como pauta o detalhamento de algumas medidas para regularizar a situação no transporte aéreo brasileiro.

Entre elas, estão os estudos para tornar o aeroporto de Jundiaí preparado para receber grande parte dos vôos da aviação geral (táxi aéreo e pequenos aviões particulares), que hoje usam Congonhas para pouso e decolagem.