Pressionado

Ministro diz não se sentir traído e afirma: “se achar que não contribuo mais, sairei”

Em entrevista ao Estado de S. Paulo, Cardozo disse não se sentir traído por colegas comentou que se não servir mais à presidente, deixará o cargo

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SÃO PAULO – Pressionado a explicar o que o PT vê como “vazamentos seletivos” da Operação Lava Jato, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, concedeu entrevista ao Estado de S. Paulo, na qual comentou a possibilidade de deixar o cargo. “Se eu achar que não contribuo mais para o projeto e não sirvo mais à presidenta, sairei”, disse Cardozo, que é o ministro que mais ficou tempo na posição desde o fim da ditadura militar. 

Cardozo reiterou ser leal à presidente da República, Dilma Rousseff (PT) e ao seu projeto de governo, defendendo que acredita na honestidade dela. O ministro também comentou o fato de ter sido convidado pela Executiva do PT a explicar os “vazamentos seletivos”, dizendo que presta informações a qualquer força política que deseje explicações em relação aos seus atos, e não somente ao seu partido. 

Ele ainda disse que não se sente traído por seus colegas petistas. “Eu represento um projeto que ajudei a construir desde a origem do PT. Agora, é evidente que há divergências. Eu mesmo pertenço a uma corrente (Mensagem ao Partido) que por vezes expressa posições diferentes. É legítimo que pessoas me aplaudam ou vaiem”, explica.

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Por fim, Cardozo defendeu as declarações de Dilma a respeito das delações premiadas, dizendo que não sabe se há correspondência entre o que a imprensa publica sobre a delação do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC e o que é dito por ele. O depoimento de Pessoa gerou uma crise no governo ao citar os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e da Comunicação Social, Edinho Silva. “O que posso afirmar em relação ao ministro Mercadante e ao ministro Edinho é que tenho a mais absoluta convicção da lisura dos procedimentos deles. São pessoas sérias, respeitáveis”, afirmou.