Publicidade
O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta terça-feira (16) que não vê como reais as ameaças militares feitas pelos Estados Unidos ao Brasil, em meio ao agravamento da crise diplomática após a condenação de Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
No início de setembro, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que o presidente Donald Trump estaria disposto a lançar mão de instrumentos econômicos e até militares para “proteger a liberdade de expressão” no Brasil. Múcio, no entanto, disse acreditar que a relação histórica entre as duas nações funciona como barreira a uma ruptura dessa magnitude.
“Não acredito [nessas ameaças]. Evidentemente, algumas declarações chamam atenção, mas não chegam a me preocupar, diante da tradicional relação de amizade que sempre existiu entre os dois países”, afirmou o ministro à CNN Brasil.
Ferramenta do InfoMoney
Baixe agora (e de graça)!

Trump diz que militares dos EUA destruíram um 3º barco com drogas vindo da Venezuela
Presidente alertou Maduro para cessar envio de narcóticos e reforçou disposição dos EUA em combater cartéis tanto no mar quanto em terra

Gleisi acusa EUA de mentir sobre julgamento de Bolsonaro e critica “ameaças” de Trump
Ministra acusa Washington de interferir na Justiça brasileira para proteger ex-presidente condenado por tentativa de golpe
Relações históricas em xeque
Brasil e Estados Unidos mantêm intercâmbio frequente entre as Forças Armadas, com programas de treinamento, compartilhamento de inteligência e a venda de equipamentos militares avançados a preços diferenciados para governos considerados parceiros estratégicos.
Segundo fontes ouvidas pela emissora, o temor não é de uma escalada militar direta, mas de sanções mais duras que possam comprometer projetos em andamento na base industrial de defesa brasileira.
Já há sinais de desgaste: Washington cancelou a participação em eventos militares no Brasil e vem reduzindo a intensidade das interações bilaterais.
Apesar de minimizar o risco de um confronto, Múcio reconhece que a retórica vinda de Washington precisa ser acompanhada de perto. “Estamos atentos”, disse, reforçando a necessidade de preservar canais de diálogo diplomático para evitar que a crise se desdobre em prejuízos concretos para a segurança nacional.