Ministro Carlos Lupi volta a afirmar que não pretende deixar nenhum cargo

Lupi desmentiu possibilidade levantada pela imprensa de que ele pediria desligamento da presidência do PDT

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SÃO PAULO – O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, voltou a afirmar nesta sexta-feira (28) que não pretende se licenciar da presidência do PDT nem deixar seu cargo no governo. “Eu estou garantido pela Constituição Federal e, enquanto ela não mudar, eu continuo ministro e continuo presidente do PDT”, disse.

O ministro desmentiu a possibilidade levantada pela imprensa de que ele pediria desligamento da presidência do partido por representar um conflito de interesses com suas atribuições como ministro de Estado, conforme avaliação feita pelo Conselho de Ética Pública.

Para o ministro, o acúmulo das funções não é inconstitucional. “Querem me impedir de exercer uma função eleita por uma interpretação da ética, enquanto a ética não está acima da lei”, disse Lupi.

Ministro recebe apoio

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Líderes de partidos do bloco de esquerda divulgaram nota na qual apóiam a permanência de Lupi no ministério e na presidência do PDT. Segundo os líderes, não há denúncia contra o ministro nem indício de que ele tenha praticado “qualquer ato antiético ou contrário à boa administração pública”.

Além disso, cinco centrais sindicais, entre elas a Força Sindical, também divulgaram nota apoiando Lupi, na qual ressaltam que o ministro sofre “implacável” perseguição política por parte do presidente da Comissão de Ética Pública, Marcílio Marques Moreira.