Ministro afirma que não irá ceder às pressões das companhias aéreas

Empresas são contrárias à retirada de conexões e escalas do aeroporto de Congonhas, em São Paulo

SÃO PAULO – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quinta-feira (2) que não irá ceder às pressões das companhias aéreas contrárias à retirada de conexões e escalas do aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

As palavras foram ditas durante um seminário sobre sistema aéreo, no qual Jobim apresentou o plano de redistribuição das conexões e também disse que só aceitará renegociar a malha aérea com as companhias com a premissa de segurança.

Decisão será mantida

De acordo com o ministro, a decisão do Conac (Conselho Nacional de Aviação Civil) de retirar 151 vôos de Congonhas será mantida. “As companhias terão problemas, mas a questão da segurança é uma prioridade”, afirmou Jobim.

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Nelson Jobim afirmou que a distribuição de vôos do Aeroporto de Congonhas é o ponto de partida para a discussão do problema das malhas das empresas aéreas.

Nova secretaria para o setor

O ministro também disse durante o encontro que o governo estuda a criação de uma secretaria específica para cuidar do setor da aviação civil no país, que funcionará como secretaria-executiva do Conac.

A proposta de uma secretaria que coordenasse os trabalhos da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e da Infraero (estatal que controla os aeroportos) foi defendida pelos brigadeiros Sergio Ferolla e Mauro Gandra durante o evento. “Existe uma necessidade de um agente coordenador”, afirmou Gandra.