Ministra do Meio Ambiente se manifesta sobre alternativa nuclear

Marina Silva posiciona-se contra a afirmação de Lula sobre uso de termoelétricas como saída para atrasos em obras do rio Madeira

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SÃO PAULO – A ministra do Meio Ambiente Marina Silva posicionou-se a respeito do pronunciamento que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez há uma semana sobre a energia nuclear como alternativa à demora na concessão de licenças ambientais para a construção de hidrelétricas no curso do rio Madeira.

Marina afirma ser contra a alternativa proposta por Lula. “O ministério é contrário à energia nuclear, temos uma matriz energética limpa, é uma vantagem diferencial que nenhum país tem. Nós devemos perseguir essa meta energética limpa e sem riscos”, disse em entrevista coletiva.

A construção de Angra 3, nova usina nuclear do Brasil, será discutida na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que ocorrerá em junho. Também serão discutidas como alternativas às usinas do rio Madeira (motivo dos impasses entre ministérios), a construção de térmicas a óleo ou carvão.

A polêmica sobre o rio Madeira

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A concessão das licenças para a construção das hidrelétricas de Santa Antônio e Jirau no rio Madeira está atrasando o andamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de acordo com o presidente Lula. A ministra não deu prazo para a conceder o licenciamento das usinas. Ela afirmou que está aguardando a resposta do ministério das Minas e Energia e das empresas envolvidas no projeto para prosseguir com os estudos da licença.

O Ibama negou a licença prévia para as usinas, alegando necessitar de mais informações. “O Ministério Público aportou novas informações sobre peixes e sedimentos, passamos para o Ministério de Minas e Energia, que está respondendo”, afirmou a ministra.