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Milhões seguem posse de Obama; discurso deve trazer pouco sobre economia

Novo presidente enfrentará pior cenário desde 1930; expectativa por mudanças leva multidão a Washington

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SÃO PAULO – Com pompas de coroação real, as festividades da posse de Barack Obama como novo presidente dos Estados Unidos ocorrem nesta terça-feira (20). Um marco na história do país, que leva milhões de pessoas às ruas de sua capital, Washington.

Inédita, a presença massiva da população norte-americana – estima-se que entre 3 e 4 milhões de pessoas acompanham as festividades – somente revela as enormes expectativas que pairam sobre o novo presidente, de quem se espera mudanças na condução das políticas externa, ambiental, saúde e, principalmente, econômica.

Coroação

Com o país imerso em um atoleiro econômico, o novo presidente pretende realizar o maior plano de gastos públicos desde o final da segunda guerra mundial, entre investimentos em infra-estrutura e cortes de impostos, a fim de estimular a atribulada economia do país.

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Corais, orações, guarda de honra e juramentos – tudo prestigiado por milhões de pessoas comuns e mais algumas centenas de políticos e autoridades, ansiosos por ouvir as primeiras palavras de Barack Obama. Seja em tom messiânico ou sensato, dezenas de milhões de norte-americanos e outras tantas pessoas mais espalhadas pelo mundo, depositam nele suas esperanças.

No início da manhã, Barack Obama assistiu a uma cerimônia religiosa em igreja episcopal, tendo partido em seguida para a Casa Branca, onde se encontrou com George W. Bush e sua esposa, última parada antes de rumar para o Capitólio, sede do poder legislativo norte-americano, onde ocorrem festividades diversas, como um show da cantora Aretha Franklyn e a leitura de um poema.

Desafios

Entre as muitas comparações realizadas, espera-se que Obama adote postura semelhante à de Franklin D. Roosvelt. Tido como um dos maiores presidentes da história do país, foi responsável por reformas na regulação do sistema financeiro, construção da rede de proteção social e da promoção de enormes investimentos públicos para retirar a economia do país da Grande Depressão durante a década de 1930.

Todavia, antes de enviar dezenas de projetos de leis aos congressistas, o novo presidente precisará convencê-los de que a enorme elevação dos gastos públicos é necessária, para conter a mais grave crise desde então. Toda a decantada capacidade de negociação e trabalho conjunto de Obama será posta à prova logo em seus primeiros dias. Líderes do partido democrata têm por meta a aprovação do plano.

Lideres de seu partido no Congresso já revelaram alguns dos detalhes do pacote de estímulos econômicos endossado por Obama – US$ 825 bilhões, distribuídos entre investimentos públicos e redução de tributos sobre a população de menor renda e a classe média.

Por meio da renovação da infra-estrutura, aumento da eficiência energética e menores impostos para os que têm maior propensão ao consumo, a equipe econômica do novo presidente projeta ser capaz de gerar até 4 milhões de empregos – suficiente apenas para manter a taxa de desemprego do país em torno dos já preocupantes 7%, na visão de analistas.

Inspiração

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Memoráveis discursos foram realizados durante a Inauguração da Presidência, como gostam de chamar a posse os norte-americanos. Em aproximadamente 20 minutos, Obama deverá discursar sobre a mentalidade egoísta que contribuiu para a crise econômica, além de chamar indivíduos e empresas a assumir responsabilidades por suas ações.

“O discurso inaugural do presidente Barack Obama deverá ser longo em esperança, mas curto em especificidades”, comentou o analista do banco UBS Amit Kara, em relação a possíveis detalhes do plano de estímulos econômicos. Possivelmente, exigência demais para o primeiro discurso de quem enfrentará tantas situações delicadas.