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Horas antes de o ministro Alexandre de Moraes autorizar a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para a chamada Papudinha, no Complexo da Papuda, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) esteve em contato com o magistrado.
A mudança de local foi interpretada por aliados do ex-presidente como um avanço nas reivindicações da defesa, sobretudo diante do receio de agravamento do quadro de saúde do ex-mandatário enquanto permanecia custodiado na PF.
A conversa entre Michelle e Moraes foi revelada pelo portal Metrópoles e, segundo relatos de integrantes do PL ouvidos pela Folha de S.Paulo, teria sido articulada pelo vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ).
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O encontro ocorreu na manhã de quinta-feira (15), poucas horas antes de a decisão ser formalizada, no fim da tarde. Procurados, tanto Moraes quanto o deputado evitaram confirmar ou negar o contato.

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De acordo com pessoas próximas às tratativas, Michelle buscou a audiência motivada por preocupações médicas. Bolsonaro havia passado por uma cirurgia no fim do ano passado e, já preso, sofreu uma queda na cela da PF, episódio que reforçou o discurso da família e de aliados sobre a necessidade de condições mais adequadas de custódia.
Em paralelo, Michelle também procurou outros integrantes do Supremo. Conforme revelou a Folha, ela esteve com o decano Gilmar Mendes para tratar da possibilidade de prisão domiciliar humanitária. Ao mesmo tempo, passou a agradecer publicamente parlamentares que pressionaram a Corte nesse sentido, em vídeos e publicações nas redes sociais.
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também atuou nos bastidores nos dias que antecederam a decisão. Segundo apuração da Folha, ele conversou não apenas com Moraes, mas também com Gilmar Mendes e outros dois ministros do STF, defendendo a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente.