Mesmo sem reformas estruturais, há avanços microeconômicos, diz Citi

Banco lembra da necessidade de maior atenção à política fiscal, mas identifica progressos importantes em três esferas

SÃO PAULO – Há atualmente um certo consenso em torno da falta de capacidade do Congresso brasileiro em promover reformas estruturais capazes de elevar de forma substancial os investimentos no país.

A ausência de um debate mais profundo em torno da redução do gasto público, por exemplo, inibe uma política fiscal em prol de um ambiente favorável ao investimento privado.

Isso não significa, porém, a inexistência de avanços importantes no âmbito de reformas microeconômicas. Em relatório publicado nesta terça-feira (10), o Citigroup identifica progressos importantes em três áreas que podem estimular um aumento das taxas de investimento.

Progressos

PUBLICIDADE

A primeira delas se refere à reforma do sistema de concorrência, que promoveria uma maior eficiência no processo de tomada de decisão, ressalta o banco de investimentos norte-americano.

Outro aspecto relevante diz respeito à regulação do mercado de gás natural. Atualmente, o segmento é regulamentado por uma lei de 1997, a qual não abrange com o grau de detalhamento necessário todas as especificidades do setor, lembra o Citi, que considera uma nova legislação sobre o setor fundamental, bem como uma adaptação das atividades da Agência Nacional do Petróleo (ANP), garantindo-lhe uma maior efetividade na supervisão do ramo.

Por fim, o banco acredita que o projeto em prol de uma maior autonomia das agências reguladoras também é favorável, na medida em que reduz o risco regulatório.