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SÃO PAULO – Após o acordo entre os parlamentares do PMDB e apoiado pelo Palácio do Planalto, que previa a candidatura de José Sarney (AP) à presidência do Senado e, em troca, a permanência do deputado Michel Temer (SP) na presidência do partido até setembro e do senador Renan Calheiros (AL) na liderança do Senado, alguns integrantes do partido se mostraram contrários e novamente evidenciaram a falta de consenso no PMDB.
Quércia e Pedro Simon contrários ao acordo
Nesse sentido, o ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, defendeu a candidatura de Sarney, mas não concorda com a permanência de Temer na presidência do partido. Ao lado de Quércia, o senador Pedro Simon (RS) também manifestou-se contrário ao acordo e confirmou presença na reunião dos dissidentes do partido, em Brasília, no próximo dia 30.
O ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, telefonou para Quércia para tentar convencê-lo da permanência de Michel Temer no comando do partido até setembro, mas o grupo liderado pelo ex-governador ainda ameaça convocar uma convenção para o dia 16 de fevereiro e antecipar a eleição do diretório nacional.
Disputa também pela liderança na Câmara
Como se não bastasse a briga pela presidência do partido, segue a disputa pela liderança do PMDB na Câmara. A atual cúpula incluiu no acordo a indicação do deputado Eunício Oliveira (CE) para o posto e Geddel Vieira Lima para a primeira vice-presidência da Casa. No entanto, o deputado Barbosa Neto (PMDB-GO) também afirmou que pretende disputar a liderança da bancada com Eunício, aumentando ainda mais a dissidência no partido.
Nesse clima de desentendimento, o partido deve anunciar o pacto pela candidatura única de José Sarney à presidência do Senado nesta sexta-feira, enquanto os demais termos do acordo devem ainda ser discutidos nos próximos dias.