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SÃO PAULO – O primeiro dia do mês de dezembro foi de recordes para a economia brasileira. O risco país registrou o menor patamar da história, 328 pontos; abaixo ainda do limite de 336 pontos, vigente desde o último 25 de novembro. Já os 32.617 pontos do Ibovespa caracterizam seu maior fechamento, superando o máximo anterior de 31.944.
Embora sejam indicadores distintos, há razões comuns que explicam vale e pico. Entre elas, política monetária e fiscal, um Planalto Central menos conturbado, e a generosa liquidez internacional.
Suporte do Banco Central
Embora encontre críticos ferrenhos, o ajuste monetário promovido pelo Banco Central via metas de inflação e alta taxa Selic contribui para o controle inflacionário e, conseqüentemente, para a medida do risco país.
Por outro lado, níveis muito altos de juro desviam recursos da renda variável à fixa, prejudicando a Bolsa de Valores. Qual a contribuição aqui para o recorde do Ibovespa, então? O fato do conservadorismo do BC prometer rumos um pouco mais brandos, especialmente após a divulgação de um PIB (Produto Interno Bruto) trimestral fraco.
Suporte da Fazenda
Do lado fiscal, benefícios também. O ajuste do orçamento contribui na garantia dos compromissos externos, leia-se “títulos da dívida externa”. Com essa confiança, diminui a diferença de rentabilidade compensando papéis brasileiros e norte-americanos, reduzindo, assim, o risco país.
Em complemento, a formação de poupança pública redime o Brasil das externalidades negativas do setor e dá espaço à iniciativa corporativa, sobretudo a privada. Bom para a Bolsa de Valores.
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Dirceu como ex-deputado
A sociedade aguardava mais um bode expiatório para a crise política, e ele veio. A cassação do mandato de José Dirceu na quarta-feira à noite trouxe otimismo – ou talvez alívio – ao mercado. Melhora do ambiente político.
Um mundo bastante líquido
Outro elemento em prol dos recordes desta quinta-feira está na forte liquidez internacional. Investidores de todo o mundo aplicam nos títulos da dívida externa e no mercado de renda variável brasileiro. Só resta saber até quando.