Mercados devem caminhar de olho na Europa, prévias dos EUA e no PIB Brasileiro

PIB da Zona do Euro vem dentro do esperado, mesmo apontando contração de 0,3%; reunião do BCE na 5ª feira já está no radar

SÃO PAULO – Com a agenda de indicadores do dia esvaziada, o foco dos investidores nesta terça-feira (6) estará no andamento das prévias políticas nos EUA. “A ‘Super Tuesday’ vai chamar muita atenção, com o resultado desta terça-feira podendo dar uma indicação clara se Mitt Romney ou Rick Santorum será capaz de vencer a nomeação para candidato presidencial”, diz Allan von Mehren, analista chefe do Danske Bank.

Na Zona do Euro, foi divulgado que a produção de riquezas nos 17 países que compõem a área encolheu 0,3% nos últimos três meses de 2011 em relação ao terceiro trimestre do mesmo ano. Os dados são da Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, e confirma os dados preliminares anunciados em fevereiro. “Além disso, o calendário nesta terça é muito magro”, completa o especialista do Danske.

Segundo ele, os mercados já olham para os eventos ao final de semana, marcado pela reunião do BCE na quinta-feira e o relatório Payroll nos Estados Unidos, que vai revelar a criação de postos de trabalho por lá, na sexta-feira. 

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Ainda paira sobre os mercados as incertezas quanto à troca de títulos da Grécia, tendo em vista que há o temor de que o país não conseguirá a adesão suficiente ao programa de reestruturação, o que levaria o país a declarar default. Assim, os principais índices das bolsas europeias seguem pessimistas, especialmente em relação à Atenas, e operam em sentido de queda, com destaque para o de Paris (-1,54%), de Frankfurt (-1,53%) e de Londres (-1,04%).

Cena interna
A diretora da AGK Corretora de câmbio, Miriam Tavares, também ressalta os dados domésticos e as notícias provenientes da Grécia. “Por aqui, os dados do PIB merecem destaque, mesmo representando uma avaliação defasada da economia, por conta do peso político do resultado”, diz.

Segundo ela, bolsa e câmbio seguirão acompanhando o grau de aversão ao risco externo. “Não há consenso nos DIs em torno do ajuste mais provável de 50 pontos, sendo que os investidores podem em cima da hora colocar mais algumas fichas na hipótese alternativa de um corte mais agressivo”, conclui a especialista.