Internacional

Mercado pode não estar preparado para “incompetência de Bolsonaro”, diz Financial Times

O Financial Times destaca, porém, que a maioria dos economistas e analistas espera que a reforma seja aprovada este ano, ainda que de forma muito diluída

SÃO PAULO – Em artigo publicado nesta semana, o jornalista Jonathan Wheatley, do Financial Times, destaca o cenário das economias emergentes e como estão os mercados nestes países, em especial o Brasil e o México. Por aqui, aliás, a publicação ressalta que os investidores podem não estar preparados para o presidente Jair Bolsonaro.

“Muitos investidores estão preparados para aturar o que alguns consideram como atitudes racistas, misóginas e homofóbicas de Jair Bolsonaro […] sob a alegação de que seu ministro da economia liberal irá entregar reformas vitais para o sistema de bem-estar”, diz a matéria.

“O que os mercados podem não ter sido preparados é para a extensão da incompetência de Bolsonaro”, segue o jornalista, ressaltando que o presidente e seu filho, Carlos Bolsonaro, “ofenderam publicamente o presidente da câmara, que é a figura mais importante na condução da reforma previdenciária enviada aos legisladores no mês passado”.

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O Financial Times destaca, porém, que a maioria dos economistas e analistas espera que a reforma seja aprovada este ano, ainda que de forma muito diluída.

“Se isso será suficiente para devolver a economia do Brasil ao crescimento, ainda é discutível. Os investidores de mercados emergentes estão acostumados a isso, é claro: se não fosse pelo risco, eles não esperariam a recompensa”, diz a matéria.

Diante disso, Wheatley diz que o cenário atual das dificuldades de reformas nos mercados emergentes coloca um ponto de interrogação sobre a história de crescimento de longo prazo para estas economias, “especialmente à luz de repetidos rebaixamentos para as perspectivas neste ano”.

“Investidores em mercados emergentes esperavam um ano de continuidade política em 2019, após uma série de eleições potencialmente transformadoras no ano passado. Mas passado um quarto de ano, as coisas não estão funcionando como planejado. O caminho para as reformas pró-mercado nas grandes economias em desenvolvimento está se mostrando mais difícil do que nunca”, diz o texto.

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