Sem euforia

Mercado não gostou? ADRs da Petrobras ignoram pesquisa Ibope

Ao contrário do movimento eufórico que se tornou comum no mercado a cada pequena derrota de Dilma, papéis de estatais negociados no exterior operam praticamente estáveis

SÃO PAULO – O raciocínio que se tornou comum no mercado de que perdas da presidente Dilma Rousseff na corrida eleitoral traz alta para as ações das empresas estatais não se confirmou após a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral na noite desta quinta-feira (17). O Ibope mostrou que Dilma viu suas intenções de voto migrarem de 40% para 37%, mas não parece ter animado muito os investidores de Wall Street.

Poucos instantes depois do levantamento, os ADRs (American Depositary Receipt) papéis ordinários da Petrobras (PETR3; PETR4) chegaram a cair 0,5%. No entanto, amenizaram as perdas e viraram para leves ganhos por volta das 18h45 (horário de Brasília), quando passaram a registrar ganhos de 0,07%, a US$ 14,02. Nada que revelasse um movimento de euforia. Os papéis terminaram o after hours sem variação.

Vale lembrar que a gestão de Dilma é repudiada por boa parte dos investidores, que criticam medidas que julgam como excessivamente intervencionistas na economia nacional – o que justifica ondas de otimismo nas bolsas quando pesquisas eleitorais e de popularidade apontam para um cenário mais complicado para a atual presidente.

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Já as ADRs das ações preferenciais da Petrorbas e da Eletrobras (ELET3; ELET6) não apresentaram variação durante o after hours. No pregão regular, a petrolífera viu seus papéis ON fecharem com ganhos de 3,85%, a US$ 14,01, e os PN com alta de 4,35%, a US$ 14,64. Já os ADRs da companhia do setor elétrico encerraram o dia com ganhos de 3,31%, a US$ 5,31.

Vale lembrar que no último mês, as companhias estatais têm registrado um forte rali diante da expectativa de novas pesquisas eleitorais mostrarem queda de Dilma. Segundo analistas, a esperança do mercado de que as intervenções nessas empresas parem com uma mudança na liderança do país ajuda a impulsionar os papéis. Neste período, os papéis da Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil (BBAS3) chegaram a subir mais de 30%.