Mendonça diz que sabia que receberia “ataques” ao divulgar relatório de Moraes

Em mensagem no Whatsapp, ministro afirmou ter antecipado ataques pessoais, mas que "nada tem a temer"

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, teria mandado uma mensagem para pessoas próximas afirmando de que foi avisado que viriam “ataques” contra ele e pessoas próximas após a divulgação do relatório da Polícia Federal com citações ao ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A mensagem foi obtida com exclusividade pelo jornal Poder360.

“Quando decidi levar adiante as informações que recebi da Polícia Federal, sabia que viriam represálias. Fui advertido, de forma implícita e explícita, que víriam ataques à minha pessoa e pessoas próximas a mim. Conforme ensina Schopenhauer, dentre os estratagemas para se vencer um debate sem ter razão estão os ataques pessoais contra quem se diverge, fazendo-o de forma injusta, ofensiva e insultante. No entanto, nada tenho a temer. Assim, apesar dos ataques e tentativas de intimidação, seguirei cumprindo meu dever com serenidade e responsabilidade”, diz trecho da mensagem obtida pelo veículo.

Nesta quinta-feira (17), o presidente do STF, o ministro Edson Fachin, cancelou a sessão extraordinária marcada para a próxima quarta-feira (23) que analisaria acusações contra Mendonça.

A sessão havia sido convocada para discutir um pedido de investigação contra o ministro, movido por Alexandre de Moraes, por suposto abuso de autoridade na condução de apurações relacionadas ao Banco Master.

O cancelamento ocorreu dois dias após a Suprema Corte interromper a análise sobre uma eventual investigação contra Alexandre de Moraes. A sessão foi marcada por troca de ofensas e encerrada sem consenso após um pedido de vista por Flávio Dino.

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Nesta quinta-feira, Gilmar Mendes voltou a acusar André Mendonça de dar finalidade política à condução inquérito sobre o caso Banco Master. O decano chamou o colega de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral” ao questionar a decisão de tornar públicas as informações que também mencionavam o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

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Caio César
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