Melhoria no atendimento ao cidadão será prioridade do Planejamento

Futura ministra Miriam Belchior disse ainda que o governo pretende melhorar as ouvidorias dos órgãos públicos

SÃO PAULO – A melhoria no atendimento ao cidadão será uma das prioridades do Ministério do Planejamento no governo da presidente eleita Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira (24) a indicada para a pasta, Miriam Belchior.

De acordo com ela, o governo trabalhará com duas frentes, sendo a primeira delas as cartas de serviço, documentos nos quais os órgãos públicos se comprometem com um padrão de atendimento ao cidadão. A segunda frente é a melhoria das ouvidorias.

“Onde tem mais reclamação é onde tem de mexer. As ouvidorias foram ampliadas durante o governo Lula e precisam continuar a ser valorizadas, para funcionar como nosso ouvido, para vermos onde estão os problemas na prestação de serviços ao cidadão”, afirmou.

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Outro objetivo do Planejamento será ampliar os serviços ao cidadão pela internet, sem que ele tenha de se mover até um órgão público.

Como exemplos de melhoria nos serviços ao cidadão, ela citou a diminuição das filas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a unificação da Receita Federal, que fez com que pessoas físicas e jurídicas tivessem apenas “uma porta a bater”, e o avanço das licitações eletrônicas, que já compreendem 80% das compras do governo.

Gasto público
Em relação aos gastos do governo, ela afirmou que os recursos são sempre inferiores às necessidades, tendo em vista o desafio que é cortá-los. 

“Vamos reavaliar todos os gastos de custeio importantes, para que possamos otimizar. É possível fazer mais com menos, é isso que vamos perseguir nos próximos quatro anos. Vamos ser parceiros na busca da consolidação fiscal”, afirmou.

De acordo com ela, o ministério vai seguir modernizando a administração pública federal, para que seja mais focada na melhor prestação de serviços ao cidadão.

A ministra falou durante o anúncio da nova equipe econômica da presidente Dilma, que inclui Guido Mantega para o Ministério da Fazenda e Alexandre Tombini como indicado à presidência do Banco Central.