Debate TV Gazeta

Meirelles é questionado sobre “moralidade” de ter fundo em paraíso fiscal e responde: “será para a educação”

O candidato do MDB ainda pontuou que tudo o que ele aportou no fundo foi com seu trabalho e que pagou impostos, sendo que essa fundação foi constituída porque morava no exterior  

José Cruz/Agência Brasil

SÃO PAULO – Em debate realizado na noite deste domingo (9) pela TV Gazeta, o candidato à presidência pelo MDB, Henrique Meirelles, foi questionado pelo jornalista Rodolpho Gamberini sobre o fundo que o ex-ministro possui paraíso fiscal das Bermudas e se é moralmente correto o presidente do Banco Central ou ministro da Fazenda de qualquer País investimentos nessa modalidade. 

Meirelles afirmou que o que existe é uma fundação com a finalidade exclusiva de aplicar recursos em educação no Brasil depois que ele falecer. “Vai ser feita uma doação para essa fundação, que vai aplicar apenas no Brasil para interesse dos brasileiros e melhorar o máximo possível a educação do Brasil. Isso está declarado no imposto de renda e há outra grande falsidade nisso em dizer que a minha fortuna está aplicada lá. É um pequeno valor”, apontou o candidato.

Meirelles ainda pontuou que tudo o que ele aportou no fundo foi com seu trabalho e que paga impostos, sendo que essa fundação foi constituída porque morava no exterior.

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Ciro Gomes (PDT) comentou o assunto. Ele afirmou que foi colega do Meirelles e tem apreço por ele, apontando que ele não é uma pessoa desonesta. “Mas o Brasil permite de forma imoral que ele, que comandou autoridade monetária, que vigia taxa de juros, mais os brasileiros abastados, os ricos do Brasil mantenham mais de R$ 500 bilhões no estrangeiro sangrando esse País que trabalha e produz”, afirmou o candidato do PDT. 

O fundo no paraíso fiscal de Meirelles foi descoberto no final do ano passado através de uma análise de milhões de documentos batizada como Paradise Papers, sob a coordenação do Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ). Na época, o então ministro da Fazenda também havia dito que criou um fundo para gerir parte de sua herança e que a aplicação dos recursos foi declarada à Receita Federal e ao Banco Central.

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