De saída

Marta avisa ao PSB que deixará o PT em maio e deve ser rival de Haddad em 2016

Depois do anúncio, a senadora ainda chamou de ridículas as respostas dos ministros José Eduardo Cardozo e Miguel Rosseto às manifestações

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SÃO PAULO – A senadora Marta Suplicy (PT) avisou a cúpula do PSB que deixará o Partido dos Trabalhadores em maio, visando disputar a prefeitura de São Paulo contra o petista Fernando Haddad, segundo a Folha de S. Paulo. Por causa da aliança do PSB com o PSDB no estado, a informação teria sido passada a um auxiliar do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que viu a troca de partido como positiva. 

Márcio Toledo, namorado de Marta, articula a candidatura da senadora, que deve estar filiada em algum partido até outubro, ou seja, um ano antes da eleição municipal.

Alguma resistência à sua transferência ao PSB ainda existe já que líderes do partido temem que ela traga consigo a rejeição do PT. 

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No entanto, a ver o seu histórico recente, Marta não parece estar muito ligada à sua sigla de formação. Desde que deu entrevista a Eliane Cantanhêde, criticando o governo, a senadora vem causando incômodo ao PT e principalmente à presidente Dilma Rousseff. 

Nesta sexta, em artigo na Folha de S. Paulo, Marta qualificou a resposta do Planalto às manifestações contra o governo do dia 15 como confusas e sem rumo. Ela atribuiu a queda da popularidade de Dilma ao conhecimento da “roubalheira” na Operação Lava Jato pela população. “O partido está travado na defesa de seus quadros, não propõe uma nova política nem apresenta uma proposta para a nação. Está acéfalo”, afirma.

Ela também chamou de ridículas as respostas dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Miguel Rosseto (Secretaria-Geral da Presidência) aos protestos. 

Marta ainda critica  o “circo” de Cid Gomes, que se demitiu após pressão do PMDB. “Falta uma resposta radical da presidente, à altura do que a nação exige e possa acreditar”, conclui.