Política

Marina Silva: nova LDO compromete o que resta de respeitabilidade do governo

Ex-candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva criticou a aprovação no Congresso da nova LDO que desobriga o governo a cumprir uma meta de superávit equivalente a 1,9% do PIB

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SÃO PAULO – Em texto divulgado em seu site, a candidata derrotada do PSB à Presidência da República, Marina Silva criticou a aprovação no Congresso na nova LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que desobriga o governo a cumprir a meta de superávit primário de 1,9% do PIB em 2014. 

“O que está acontecendo é grave: o governo está comprometendo não apenas os recursos orçamentários, mas também o que lhe resta de respeitabilidade política, tudo para aprovar um projeto que permite abater, no cálculo da meta de superávit primário, as desonerações tributárias e os investimentos no PAC. Gastou além do limite e agora quer… mudar o limite!”, afirma o texto.

O texto também critica o decreto publicado pela presidente pouco antes da votação da LDO, na qual prometeu liberar emendas parlamentares caso o projeto das diretrizes orçamentárias fosse aprovado. Para Marina, com o decreto, o país desistiria de reduzir a dívida pública “para gastar em despesas definidas pelos parlamentares, de cujos benefícios à sociedade não foi feita nenhuma avaliação”. 

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A contradição entre o discurso de campanha e a prática do governo também foi explorado na questão da contenção de gastos prevista para 2015 para atingir a meta de superávit primário de 1,2% do PIB proposta pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy. 

Marina ainda lembrou da recorrente crítica que fez à atual presidente durante a campanha sobre a falta de um plano de governo da adversária e disse que a proposta que constava no documento do PSB de criação de um Conselho de Responsabilidade Fiscal evitaria a “contabilidade criativa” e impediria a perda da qualidade dos gastos públicos.