Atrito no PSB

Marina: saída de coordenador é mal entendido; Siqueira quer “distância” da candidata

Marina Silva, disse que a saída de Carlos Siqueira foi um mal-entendido e que o próprio partido deveria esclarecer a situação; ele ressalta que ela não representa legado de Campos

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SÃO PAULO – A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, disse que a saída do coordenador geral da campanha, Carlos Siqueira, foi um mal-entendido e que o próprio partido deveria esclarecer a situação.

Marina afirmou que não queria fazer nenhuma interferência na coordenação da campanha do então candidato Eduardo Campos, que faleceu no último dia 13 em um acidente aéreo. O deputado Walter Feldman anunciou que assumirá a campanha de Marina. 

O que foi dito na reunião do PSB é que ele (Siqueira) está mantido da forma como Eduardo Campos deixou. A única mudança que aconteceu foi no comitê financeiro, porque nós tínhamos que criar um novo comitê financeiro. O que eu disse é que os coordenadores que o PSB definiu eu ia entender, não ia fazer interferência na coordenação que já havia sido indicada pelo PSB. É logico que estamos diante de uma situação em que tem um mal-entendido e o próprio PSB deve esclarecer”. 

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Carlos Siqueira fez duras críticas à presidenciável e declarou que não voltará ao posto de coordenador da campanha. Em Brasília, Sequeira afirmou que Marina não representa o legado de Eduardo Campos e ressaltou, em fala à Agência Estado: “da Marina, quero distância”. 

“Marina não representa o legado de Eduardo Campos, se comportou muito mal comigo e não aceito isso. Eu que não quis ficar na coordenação dela. Não aceito, não continuarei na coordenação da campanha porque meu compromisso era com Eduardo Campos. Ela não representa o legado dele, ela está muito longe de representar o legado. Eram muto diferente politicamente, ideologicamente, em todos os sentidos” destacando, porém, não guardar mágoas.