Demissão?

Mantega rebate The Economist e diz que não pretende renunciar ao cargo

Dilma também defendeu o ministro e ainda "atacou" países desenvolvidos dizendo que situação econômicas deles é pior que a brasileira

SÃO PAULO – Na última semana a revista britânica The Economist publicou uma matéria onde sugeria a demissão do atual ministro da Fazenda, Guido Mantega. Nesta quarta-feira (12) o ministro rebateu a publicação e afirmou que não pretende renunciar ao cargo.

Mantega afirmou estar surpreso com a sugestão da matéria, principalmente porque a política econômica do País está dando resultado. “Fiquei surpreso. Nunca vi ninguém ser demitido por otimismo. Já vi pelo contrário, por pessimismo”, disse Mantega à imprensa, em Paris. O ministro ainda disse que graças ao baixo nível de desemprego no país, os trabalhadores brasileiros não percebem a existência da crise econômica internacional.

Ainda na semana passada, logo após a divulgação da matéria, a presidente Dilma Rousseff afirmou que não irá acatar “de maneira alguma” a sugestão de demissão de Guido Mantega. “Em hipótese alguma o governo brasileiro vai ser influenciado por uma opinião de uma revista que não seja brasileira”, disse Dilma, durante encontro com líderes do Mercosul, em Brasília.

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The Economist: situação brasileira é uma “criatura moribunda”
Não foi só da sugestão de demissão que a revista britânica falou. Outro ponto bastante comentado foi o fato de classificarem a situação brasileira como uma “criatura moribunda”. Dilma rebateu afirmando que a situação econômica dos países desenvolvidos é muito pior que a do Brasil desde 2008.

A presidente afirmou que “estamos crescendo a 0,6% no trimestre e iremos crescer mais no próximo”. Se referindo aos países desenvolvidos, ela complementou dizendo que “nenhum banco como o Lehman Brothers quebrou aqui, nós não temos crise de dívida soberana”.