Mantega diz que desoneração da folha de pagamento depende da CPMF

O ministro da Fazenda ameaça não aliviar os encargos das empresas se a contribuição não for prorrogada

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SÃO PAULO – Na última quinta-feira (11), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que está aberto para negociar com a oposição a desoneração da folha de pagamento, com o intuito de reduzir a carga tributária das empresas.

A condição é que o Senado aprove a proposta de emenda à Constituição que prorroga a cobrança da CPMF
(Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira) até 2011, conforme veiculou a Agência Brasil.

“Podemos nos entender com a oposição no sentido de que a próxima desoneração seja na folha de pagamento. Já estabelecer a modalidade, o montante, a quantia, tudo. Faremos a aprovação, tão logo tenhamos garantido os recursos da CPMF”, avisou o ministro, por ocasião de um encontro com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Marco Maciel (DEM-PE).

Interesse geral

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Na reunião, o ministro fez questão de defender que a questão da CPMF é de interesse geral, e não de um único partido ou governo.

“Foi isso que eu quis trazer ao presidente Marco Maciel, que é homem de Estado com uma atuação pública importante, acima até de questões partidárias. Essa questão está acima dos partidos, porque ameaça o equilíbrio fiscal”, explicou Mantega.

Guido Mantega ainda afirmou que não considera preocupante para a tramitação da CPMF no Senado o fato de a relatora da questão na Comissão de Constituição e Justiça ser a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que pertence à oposição.