Tristeza com a saída?

“Mantega deveria continuar não importa quem fosse eleito”, ironiza Schwartsman

"Eu faço uma coluna toda semana [no jornal Folha de S. Paulo] e eu vou perder um enorme material de trabalho. Eu recebi com enorme tristeza esta notícia", brincou o economista

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SÃO PAULO – Envolvido em uma polêmica recente após o Banco Central apresentar uma queixa-crime contra ele em meio às críticas com relação a forma da autoridade monetária atuar, Alexandre Schwartsman também costuma fazer críticas bastante contundentes ao ministro da Fazenda, Guido Mantega.

E hoje, em entrevista ao InfoMoney antes de participar do Fórum Liberdade e Democracia de São Paulo, o economista ironizou o anúncio da saída de Mantega do ministério em um eventual 2º governo Dilma, após mais de 8 anos no cargo. 

Em tom de brincadeira, o economista da Schwartsman & Associados Consultoria Econômica ressaltou que “Mantega deveria continuar [no ministério], independentemente de quem fosse eleito, para nosso entretenimento”. 

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“Eu faço uma coluna toda semana [no jornal Folha de S. Paulo] e eu vou perder um enorme material de trabalho. Eu recebi com enorme tristeza esta notícia”, ironizou. 

Depois de ter falado “governo novo, equipe nova” quando perguntada se Mantega ficaria caso ela se reelegesse, Dilma Rousseff confirmou ontem que o ministro sairá, mas por motivos pessoais. Em entrevista ao jornal O Globo, ele afirmou que não poderá ficar por mais um mandato por questões familiares. “Eu já estou aqui há três mandatos e, só na Fazenda, há dois. Dois é bom, três é demais, principalmente para minha família”, disse. 

Porém, há também indicações de que Dilma estaria buscando sinalizar que teria uma postura mais amigável com o mercado em um eventual segundo mandato. A atuação de Mantega à frente da Fazenda tem sido bastante criticada por economistas. Mantega vem sendo criticado pelas medidas paliativas de incentivo à economia, enquanto manifesta otimismo para o quadro de recessão técnica no País, ao mesmo tempo em que há diversas críticas sobre a política fiscal do atual governo.