Mantega desvincula saída de Lima Neto do BB de qualquer operação irregular

Ministro diz que não houve ingerência política e escolha de Aldemir Bendine como sucessor segue a gestão anterior

SÃO PAULO – Em entrevista coletiva, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, procurou desvincular a saída do ex-presidente do Banco do Brasil (BBAS3) Antonio Francisco de Lima Neto de operações irregulares, motivo levantado pela oposição. Segundo Mantega, não houve ingerência política na instituição: “o Banco do Brasil teve a maior lucratividade no ano passado, expandiu o crédito e tem uma carteira robusta”, destacou.

Para o Ministro, os critérios para escolha de Aldemir Bendine como seu sucessor seguem a linha de pensamento da gestão de Lima Neto. Assim como o antigo presidente, Bendine também possui longa carreira dentro da instituição. “Minhas escolhas se pautaram pelo profissionalismo e capacidade de gestão. Não pergunto se a pessoa tem partido”, afirmou Mantega, que sugeriu que Lima Neto terá novo cargo no conglomerado.

A oposição questiona os reais motivos da demissão de Lima Neto. Rodrigo Maia, presidente do Democratas, qualificou a associação da saída do presidente ao spread bancário como “ridícula”. “Soubemos que houve operação irregular. Queremos saber quais”, pontuou o partidário.

Sem irregularidades

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Em pronunciamento nesta quarta-feira (8), Lima Neto se defendeu das acusações da oposição, afirmando que “a aquisição de carteiras foi excelente negócio para o Banco do Brasil, sem possibilidade de irregularidades”. O ex-presidente ressaltou que todas as operações realizadas seguiram a metodologia da instituição.

As ações do banco seguem entre os destaques negativos do Ibovespa com a notícia, registrando desvalorização de mais de 5%.